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“No ano de 2024, a Bosch Portugal auferiu lucros na ordem dos 2,4 mil milhões de euros, bosch-career.pt registando um crescimento de 18% na unidade de Braga, a maior do país. O PCP questionou o Governo sobre o anúncio de que a Bosch vai colocar em “lay-off” a maioria dos seus 3.300 trabalhadores da fábrica de Braga, censurando a “multimilionária” multinacional por recorrer a este mecanismo. Cresce em inúmeras funções, posições e oportunidades. A Nexperia é uma empresa de semicondutores sediada nos Países Baixos, mas com propriedade chinesa, do grupo Wingtech.
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Ainda assim, a empresa não excluiu futuras eventuais perturbações da produção. Para os trabalhadores, o retorno representa a reposição da normalidade remuneratória e contratual; para a empresa, a recuperação da capacidade de produção. Os trabalhadores afetos à produção viram os seus contratos suspensos, enquanto os afetos ao apoio à produção ficaram sujeitos à redução temporária do período normal de trabalho, com obrigatoriedade de deslocação à empresa um dia por semana.
Neste sentido, continua a empresa, “cerca de 2.500 colaboradores serão afetados pela suspensão dos contratos de trabalho e/ou redução de horas de trabalho“. Até ao final de abril do próximo ano, cerca de 2.500 colaboradores “serão afetados pela suspensão dos contratos de trabalho e/ou redução de horas de trabalho”, estima a empresa. Para tal, diz a Bosch, foram feitas análise através da monotorização dos dados dos consumos energéticos em tempo real nos várias edifícios numa plataforma de gestão de energia desenvolvida no âmbito da digitalização e da aplicação de soluções indústria 4.0 na unidade da Bosch em Braga. No passado, a fábrica da Bosch em Braga utilizava um mix energético de eletricidade e gás natural, com este último a ser usado maioritariamente na produção de água quente que, por sua vez, se destina aos sistemas de aquecimento e de controlo da climatização em todos os edifícios deste complexo industrial.
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A Bosch de Braga vai entrar em `lay-off`, a partir de novembro e "até presumivelmente" abril de 2026, uma decisão que vai afetar 2.500 trabalhadores, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas, anunciou hoje a empresa. A Bosch expressou confiança de que estas novas nomeações permitirão à empresa manter-se bem posicionada para continuar o seu forte e importante desenvolvimento em Portugal. Carlos Jardim iniciou a sua carreira profissional na unidade de Braga, onde até 2017 desempenhou funções na direção de engenharia de produção.
- A empresa admite, no entanto, que dependendo da “situação geral de escassez de componentes e da evolução da política comercial, não se podem excluir, em princípio, futuras interrupções de produção ou ajustes nos horários de trabalho“.
- Se em 2020 a pandemia obrigou à paragem da produção nas fábricas do grupo, no ano passado foi a falta de semicondutores que obrigou a paragens momentâneas, interrupções que se têm mantido circunstancialmente este ano.
- O grupo alemão já submeteu uma candidatura a fundos europeus para projectos a serem desenvolvidos a partir deste centro, em parceria com a academia minhota.
- A empresa irá, assim, manter a sua “prontidão de produção nas áreas afetadas para poder produzir de forma flexível e rápida assim que os componentes eletrónicos chegarem”.
Bosch escolhe Braga para desenvolvimento de software para airbags e travões
O governante adiantou ainda aos deputados das comissões de Agricultura e Orçamento que a empresa garantiu ao executivo que vai assegurar todos os direitos aos seus trabalhadores, que estão disponíveis para regressar ao seu posto, quando houver material. A Bosch de Braga vai entrar em ‘lay-off’, a partir de novembro e "até presumivelmente" abril de 2026, uma decisão que vai afetar 2.500 trabalhadores, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas, anunciou, esta semana, a empresa. As inscrições são limitadas e os interessados em participar devem submeter a sua candidatura em até 15 de outubro. A quarta maior exportadora portuguesa, com fábricas em Aveiro, Ovar e Braga, tem 90 vagas na sua unidade bracarense para o desenvolvimento de software e hardware para condução autónoma.
O que mudou nesta empresa nos últimos anos?
A venda já anunciada da unidade de Ovar da Bosch não representa um momento de diminuição das receitas da multinacional alemã em Portugal. Nestas localizações, a empresa desenvolve e produz soluções de água quente, soluções de multimédia e segurança automóvel, sistemas de videovigilância e sistemas comunicação, dos quais mais de 90% vão para mercados internacionais. As áreas de negócio Soluções de Mobilidade e Energia e Tecnologia da Edifícios estão representadas em Portugal, com unidades em Aveiro, Braga e Ovar. O Grupo Bosch submeteu uma nova candidatura a fundos europeus para projetos a serem desenvolvidos a partir do novo centro de T&D em parceria com a Universidade do Minho. Queremos continuar a dar as melhores condições para que empresas de todo o mundo possam escolher Portugal para investir e inovar.»
Catarina Martins acusa Governo de abandonar trabalhadores da Bosch Braga
O objetivo é continuar a expandir a produção de energia através de módulos fotovoltaicos até atingir uma capacidade de produção anual de 12GWh até 2027, o que irá aumentar a resiliência energética do complexo para 30% das necessidades. Esta produção corresponde a cerca de 10% da energia necessária neste complexo industrial. O projeto integra-se no plano alargado de transição energética da empresa, que tem como um dos principais objetivos a eliminação do uso de gás natural como fonte de energia primária. A Bosch Car Multimedia Portugal acaba de instalar na sua unidade em Braga um parque geotérmico que permite cumprir o objetivo de pôr fim ao uso de combustíveis de origem fóssil nestas instalações (sobretudo gás natural), sendo que a partir de agora toda a energia consumida será proveniente de fontes renováveis. A chinesa Nexperia, a quem a Bosch recorre para a compra de ‘chips’ para peças automóveis, está a ser intervencionada, o que está a provocar escassez destes componentes essenciais para a produção.
Com este novo investimento, o grupo pretende recrutar cerca de 50 novos trabalhadores no período de três anos, avança o Jornal de Negócios. A Bosch Car Multimedia vai avançar com um novo investimento superior a 15 milhões de euros, a concretizar até 2025, que prevê a ampliação da unidade industrial localizada na União de Freguesias de Lomar e Arcos S. Paio, em Braga. A gestão técnica da Bosch de Braga está, desde 1 de agosto de 2024, a cargo de Carlos Jardim, que até aqui era responsável pela produção e engenharia na fábrica da Bosch em Cluj, na Roménia. A Bosch tem um total de 7.050 trabalhadores em Portugal e, no ano passado, teve um volume de negócios de 2,1 mil milhões de euros. A empresa tem ainda presença na capital, através de um centro de serviços. Além da unidade de Braga, a Bosch está também em Aveiro, onde tem uma unidade de água quente e climatização, e em Ovar, dedicada a soluções para sistemas de segurança e comunicação, como alarmes de incêndio.
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